sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Encontrados indícios de vida extraterrestre em um cometa!

NOTÍCIA - 24/09/2009

Cientistas da NASA encontraram um tipo de aminoácido, um componente fundamental para a vida, em amostras do cometa Wild 2, coletadas pela nave Stardust

Os cientistas da NASA noticiaram na reunião da “American Chemical Society” em 16/08/2009, que descobriram em um cometa um tipo de aminoácido, a glicina, um bloco fundamental para a construção das moléculas presentes nos organismos vivos, responsável pela produção de proteínas. Isso ocorreu a partir das análises das amostras do cometa Wild 2 coletadas e enviadas à Terra pela nave espacial Stardust da NASA.
Isto sugere que os ingredientes da vida se forma(ra)m no espaço, no meio interestelar e foram trazidos à Terra por impactos de meteoritos e principalmente pelos cometas. Desta maneira, a vida certamente é muito mais comum no Universo, e ao mesmo tempo especial, como nunca havíamos imaginado. Ela é comum, pois há uma maior probabilidade de mais sistemas planetários abrigarem a vida, e do mesmo modo especial, pois os seres vivos devem se desenvolver em diferentes ambientes cósmicos produzindo inimagináveis tipos de seres vivos.
A nave Stardust atravessou duas vezes a cauda de gases e poeira do cometa Wild 2 em 1 de maio de 2000, e em 2 de janeiro de 2004 e coletou amostras do material expelido pelo núcleo cometário. Após esta etapa, o sistema robotizado da nave, enviou uma cápsula em direção da Terra, com as amostras.
Esta cápsula chegou até a Terra em 15 de janeiro de 2006. Desde então, os cientistas analisaram as amostras de material tão antigo quanto o Sistema Solar.
Inicialmente, os cientistas acreditaram que a glicina não fosse deste cometa, pois poderia ter sido uma contaminação da vida terrestre, quando a cápsula aqui chegou. Entretanto as análises posteriores por meio da verificação da existência do isótopo de Carbono 13 mostraram a impossibilidade deste tipo de átomo ter se formado na Terra, pois temos aqui somente os isótopos de Carbono 12 e 14, desta maneira a glicina só pode ter se originado por processos físico-químicos no cometa.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Hubble completa 19 anos e registra gigantesco choque de galáxias

Um dos mais importantes instrumentos científicos em operação, o Telescópio Espacial Hubble, está completando 19 anos. E para não perder o costume passou o aniversário trabalhando, registrando um peculiar grupo de galáxias com mais de 100 mil anos-luz de comprimento.
Nos últimos 19 anos o telescópio registrou centenas de imagens exóticas de galáxias colidindo. As cenas foram tantas que os pesquisadores não acreditavam que pudessem ver algo novo e estranho, mas a composição registrada surpreendeu novamente. A foto mostra o objeto ARP 194, um conjunto triplo de galáxias onde se tem a impressão de que as estrelas estão "escorrendo" através de um fluxo azul, visto no centro da foto. Na realidade, o fluxo observado é o braço de uma das galáxias, repleto de centenas de estrelas que acabaram de nascer e foi criado pela interação da gigantesca força gravitacional entre as duas galáxias vistas no topo da imagem.


Os núcleos das duas galáxias que estão se fundindo pode ser visto no canto superior direito da composição. O bizarro fluxo azul, uma espécie de ponte cósmica, parece se conectar à galáxia inferior, mas na realidade não passa de uma ilusão de ótica. A galáxia inferior não está no mesmo plano das duas que se fundem, mas muito atrás delas, não existindo nenhum contato físico entre os objetos.
O berçário azul de estrelas é sem dúvida o que mais chama a atenção na imagem. Contém enormes aglomerados estelares que por sua vez podem conter outras dezenas de jovens aglomerados. Ali, as forças gravitacionais envolvidas podem aumentar a taxa da criação estelar, dando origem à brilhantes estrelas que se formam em galáxias em fusão.O Telescópio Espacial Hubble foi colocado em órbita em 1990 pelo ônibus espacial Discovery. Até o momento o instrumento fez mais de 850 mil investigações, registrando aproximadamente 600 mil imagens de 29 mil objetos.